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domingo, 27 de fevereiro de 2011

REVISTA BEM ESTAR "EM BUSCA DA VERDADE"

Participação de Alexandre Caprio no artigo "Entre rosas e espinhos", páginas 06 e 07, Revista Bem Estar "Em Busca da Verdade", Jornal Diário da Região (São José do Rio Preto/SP), Gisele Bortoleto, em 27/02/2011.Revista Bem Estar 27/02/2011
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domingo, 6 de fevereiro de 2011

REVISTA BEM ESTAR "AH, RELAXA..."

Participação de Alexandre Caprio no artigo "Todo dia ela faz tudo sempre igual", páginas 06 e 07, Revista Bem Estar "Ah, Relaxa...", Jornal Diário da Região (São José do Rio Preto/SP), jornalista Gisele Bortoleto, em 06/02/2011.Revista Bem Estar Ah Relaxa 06/02/2011
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domingo, 28 de junho de 2009

DOSSIÊ DOS HOMENS

Fonte: participação de Alexandre Caprio em matéria publicada pelo Jornal Diário da Região (São José do Rio Preto/SP), jornalista Francine Moreno, em 28/06/2009  
http://www.diarioweb.com.br/noticias/corpo_noticia.asp?IdCategoria=4&IdNoticia=123035


Comportamento masculino
Dossiê dos Homens
São José do Rio Preto, 28 de junho de 2009 
  Banco de Imagem  

Francine Moreno


De repente, você está sozinha, depois de um namoro de anos. Talvez ainda não se julgue pronta para recomeçar com outra pessoa. Ou, refletindo melhor, talvez, lá no fundo, você esteja louca para encontrar um novo namorado. Mas está com medo. Afinal, todas as suas amigas dizem que os homens são canalhas, traidores e não querem compromisso sério. Seja qual for o caso, enfrente a condição com suavidade. É preciso ir à luta, mas não é tão difícil quanto parece. E para tentar entender melhor o que passa na cabeça e no coração deles, o Diário publica um dossiê completo com os segredos masculinos. Não se trata de uma defesa, o intuito é descobrir se o comportamento masculino é ainda tão diferente do feminino. Quatro especialistas falam sobre o que eles sentem quando são traídos, quando se apaixonam para valer, quando levam um fora ou quando querem ser entendidos.

Casamento é para sempre?
Alexandre Paulo Caprio, psicólogo cognitivo comportamental, afirma que todas as vezes que homens tomam alguma decisão, seja para montar um negócio novo, adentrar uma faculdade ou escolher uma pessoa para se relacionar, querem que aquela decisão seja a correta e que crie resultados positivos. “O amor é objeto de desejo de todos, sejam homens ou mulheres. Mas existem nuances que alimentam o relacionamento amoroso. Confiança, companheirismo, apoio, afeto, cumplicidade, respeito e amizade são alguns deles. Devemos saber não apenas receber, mas ofertar tais sentimentos ao parceiro. Essa relação de apoio - essa soma de forças para construir uma vida juntos - faz um casal romper barreiras de anos a fio. Quando homens e mulheres são maduros suficientemente para se aceitarem rem, o relacionamento tem uma base sólida para se construir e viver felizes para sempre.” De acordo com Caprio, é possível descobrir as verdadeiras intenções de um homem. Muito da personalidade de uma pessoa pode ser percebida pelo modo de se comportar, se cuidar, se vestir e também pela forma como trata as pessoas mais próximas. “É possível montar um mapa de quem é aquela pessoa com base no seu comportamento e, por onseguinte, entender quais são suas expectativas em relação aoenvolvimento amoroso.”

Quando busca amor na net?
Para o psiquiatra e psicoterapeuta Vítor Giacomini Flosi, as motivações que levam um homem a procurar relacionamentos na rede provavelmente não são muito distintas das motivações femininas: novas aventuras sexuais, novos casos, novos amores e novas ilusões de paixão. No entanto, revela que homens também têmo direito de tentar se relacionar novamente pesquisando na rede. “A internet é uma ferramenta indispensável para a realização de inúmeras tarefas e ultimamente vem se firmando como uma das mais importantes na tarefa de unir pessoas (independente do sexo ou gênero).” Segundo o especialista, pesquisar por relacionamentos na rede já é prática comum,amplamente difundida e aceita nos meios adolescente e adulto jovem, e também por aqueles que passaram por algum rompimento afetivo mais perene (namoro longo, noivado, casamento, união estável), obviamente após a elaboração do luto da perda, quando decidem regressar ao mercado dos solteiros. “O ser humano é altamente adaptável e se faz necessário manter essa adaptabilidade caso queira (ou talvez pelo fato dos instintos de sobrevivência e perpetuação da espécie sobreporem-se aos desejos pulsionais) manter seu código genético disponível no mercado (ou seja, aprender a utilizar a rede pode ser uma vantagem evolutiva)”.

Como ele fica quando leva fora?
Para o psicólogo Vítor Giacomini Flosi, quando recebe um fora o homem não sofre pelo desejo interrompido. “Tem os mesmos sentimentos de insegurança e rejeição que uma mulher sentiria na mesma situação. A diferença é que, evolutivamente, o homem lida com esse sentimento de rejeição há mais tempo que as mulheres. Em nosso meio somente nas últimas décadas pudemos começar a observar um comportamento feminino mais agressivo, que toma a iniciativa e se expõe aos riscos da rejeição.” De acordo com o psicólogo Josinel B. Carmona, o comportamento masculino é bastante marcado pelo medo, sempre de guarda alta, competitivo e preocupado com seus rivais, age agressivamente para se defender de uma pressão mais interna que externa, agride e se esquiva para dissipar o medo. “Falando de maneira geral, o masculino tem existido mergulhado em tres sentimentos: poder, sexo e medo. É possível até dimensionar as consequências desse estilo de vida no que se refere aos vínculos, ao trabalho, ao amor e à própria saúde.” Renato Dias Martino afirma que homens não escapam dos sintomas de um fora. “São desequilíbrios normais no desempenho dos vínculos amorosos, importantes em nossa vida. Sendo assim, o interessante seria poder perceber o quanto estamos sendo capazes de tolerar frustrações que sempre aparecerão”.

O que sente quando é traído?
Na opinião do psicoterapeuta, Renato Dias Martino, homem também chora, tem vontade de bater no cara com quem ela o traiu, beber para esquecer e pode até perdoar. “Emoções fortes assim como ações passionais são características tipicamente femininas, mas o homem também vive isso tudo, talvez de uma forma mais reprimida, o que certamente resulta num prejuízo noutra área de sua vida.” De acordo com o psiquiatra e psicoterapeuta Vítor Giacomini Flosi, mestre em ciências pela Famerp, o homem também se sente reduzido, trapaceado, impotente, fica obcecado em tentar mudar o ocorrido, fica ruminando os eventos da traição, preocupa-se com o que os outros irão pensar, quer sumir, e finalmente tem vontade de matar ambos traidores. “É claro que a possibilidade de perdão sempre existe, assim como no caso das mulheres traídas, mas apesar das rápidas mudanças socioculturais o perdão masculino continua sendo mais difícil que o feminino. O homem duela com fantasmas imaginários, assim como duas crianças competem para saber quem tem a maior espada. O homem está sempre competindo, principalmente pelo fato de que no imaginário masculino ainda ressoa a crença de a traição feminina ser “mais completa”, afinal além do desejo carnal, segundo essa antiga crença, as mulheres também nutririam real afeto pelos seus supostos amantes”.

Transar na primeira noite?
Na opinião do psiquiatra e psicoterapeuta Vítor Giacomini Flosi, transar no primeiro encontro é a sensação de vitória evolutiva incontestável e definitiva logo no primeiro round. Não é a regra geral, mas o interesse do homem pode diminuir se todos os mistérios femininos já forem desvendados de cara, logo no primeiro encontro. “Pode parecer machismo, afinal não se transa sozinho, ou seja, o homem também transou, e nem por isso, necessariamente o desejo de uma mulher madura e bem resolvida, vai ser depreciado em relação ao homemque transou no primeiro encontro. Entretanto as chances do interesse, tanto feminino quanto masculino, irem crescendo e se modificando progressivamente à medida que ambos se conhecem é maior. As intenções realmente podem mudar com o tempo, porémo desejo não. O desejo costuma ser sempre o de gratificação imediata, sexual epolígamo. O amor, conquistado como tempode relação entreos companheiros, tem a chance de se tornar monogâmico.O desejo é polígamo. O amor tem a chance de ser monogâmico.” Para o psicólogo Josinel B. Carmona, liberdade e plenitude para homens e mulheres estão na descoberta do outro. “Isso ainda demanda uma maturidade coletiva que devemos buscar, ela é a chave que nos levará para além dos desencontros que temos vivido no limite da prisão da competição e do egoísmo.”

Para entender o homem é preciso...
“Entender o homem de forma efetiva nunca será possível, se inundada de expectativas de queele será a reprodução doseu desejo. Qualquer pesquisa que tem um objetivo real deve se despir de partidarismos onde o que rege a busca não é o de conhecer, mas sim o de confirmar”, afirma o psicoterapeuta Renato Dias Martino. Segundo o psicólogo cognitivo-comportamental Alexandre Paulo Caprio, é preciso compreender que o parceiro não é umobjeto de posse e que a conquista deve ser diária.“É difícil respeitar uma pessoa que não se respeita, assim como é difícil amar uma pessoa que não se gosta em primeiro lugar. Devemos estar em dia com nós mesmos para termos um relacionamento mais sólido emotivado pela admiração mútua. Para isso, tanto a terapia individual, quanto a terapia de casais são ferramentas de grande ajuda.” Na opinião do psicólogo Josinel B. Carmona, a guerra dos sexos, tão falada, deveria evoluir para a compreensão e aceitação da dialética que apresenta a diferença, mas não gera a exclusão, ao contrário, descobrir que a equivalência desses opostos gera o equilíbrio entre as forças e as diferenças. “Ter contato com o diferente que existe e norteia o outro, o diferente que não deve ser combatido, mas sim conhecido e compreendido. O segredo é poder se conhecer melhor, entender melhor os próprios sentimentos e também querer conhecer o outro e seu universo existencial e psicológico”.

sábado, 1 de novembro de 2008

HOMENS X PERFUMES

Fonte: participação de Alexandre Caprio em matéria publicada pelo Jornal Diário da Região (São José do Rio Preto/SP), jornalista Cecília Dionizio, em 01/11/2008
http://www.diarioweb.com.br/noticias/corpo_noticia.asp?IdCategoria=4&IdNoticia=114932 


Modernidade
Homens X Perfumes
São José do Rio Preto, 1 de novembro de 2008 
  Lézio Júnior/Editoria de Arte  

Cecília Dionizio


Até algum tempo atrás, existia um consenso de que perfume era coisa de mulher. No entanto, já está bem claro que para homens modernos, em idades precoces, isto não passa de lenda. Isto mesmo, eles gostam de perfume sim, e não é pouco não. É bem verdade que há aqueles que ainda insistem em se banhar com algumas fragrâncias de gosto suspeito, esquecendo-se que com isto diz ao mundo quem são. É isto mesmo, pois o detalhe é que no homem o perfume é mais do que apenas cheirar bem, denota muito da característica de cada um. E eles estão com tudo, e são hoje os responsáveis por elevar o bom nome de qualquer marca no mercado atual, seja famosa ou não. Quem aponta esta realidade é Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal e Perfumaria, que em seu último levantamento constatou que o mercado de cosméticos masculinos cresce a 10 porcento ao ano. O que comprova existir hoje, ao contrário de há dez anos, um em cada cem homens, admitindo comprar algum tipo de cosmético para tratamento diário de beleza.

Para o psicólogo comportamental Alexandre de Caprio, de Rio Preto, quando um homem escolhe um perfume, ele é movido não apenas por sua preferência, mas também pelo efeito que espera causar no meio em que vive. “Ele tenta conciliar fatores: gostar da fragrância e, ao mesmo tempo, conseguir atingir outro objetivo, como conquistar uma mulher. Pode também escolher um perfume que sua namorada ou sua mulher goste mais do que ele. O fato dele não apreciar demais o odor cria uma compensação no relacionamento e isso resulta em um fator que pesa na média final”, diz. Segundo Haydée Tajara, empresária do ramo de perfumes em Rio Preto, a nova geração masculina perdeu o preconceito de que homem não usa produtos de beleza. “O aumento do mercado de cosméticos para o público masculino demonstra que o homem está pondo de lado alguns conceitos antigos e incorporando o uso de perfumes e cosméticos ao seu modo de vida, associando inclusive a boa aparência e os cuidados com a higiene corporal como fator determinante para o sucesso profissional”, afirma.

Daí a rapidez com que as empresas brasileiras têm se antecipado para atender a essa demanda. Algumas lançando a um só tempo, perfumes de diferentes fragrâncias para alcançar este público. De acordo com a perfumista Verônica Kato, por exemplo, que atua numa empresa que fabrica cosméticos há mais de 40 anos, só este mês foram lançadas duas fragrâncias clássicas com introdução de novas notas, trazendo mais diversidade para a prateleira do homem, com base em uma pesquisa direcionada ao público. Com uma evolução concreta, graças ao auxílio da teconologia, hoje os melhores perfumes masculinos são uma combinação poderosa e bem dosada de notas de diversas essências e aromas. Frutas, madeiras, resinas, flores, ingredientes sintéticos e exóticos, tudo bem escolhido e combinado resultando numa fórmula única e, conforme o estilo de cada um, agradável ou desagradável. A perfumista Verônica explica que o uso cosmético das fragrâncias encantava aos gregos e romanos, mas os mais secos e amadeirados já datam de muito antes, do século 10, do antigo Egito.

O importante é não esquecer que fatores como clima, temperatura, estilo de vida e local também afetam a escolha de um perfume. O perfume masculino ideal para cada homem vai depender do tipo de imagem que pretende projetar. Não basta escolher dentre os diversos perfumes numa prateleira. É preciso gostar, claro, e saber o que quer deixar gravado nas pessoas. “Aprender a gostar de si mesmo, cuidar-se, presentear-se e valorizar-se, com isto o perfume se torna um complemento de uma pessoa forte que tem auto-estima e brilha por si só. E assim, com toda a certeza, a conquista tem maiores chances de sucesso. Tanto para homens, como mulheres”, finaliza o psicólogo Alexandre Caprio.

SAIBA MAIS: 

Algumas famílias olfativas e os estilos masculinos que com elas se identificam:

:: Amadeirados: Em geral, esses perfumes levam âmbar, musgo de carvalho, patcholi e notas cítricas

:: Os homens que usam fragrâncias amadeiradas chamam atenção pela autenticidade e pelo estilo, sempre muito criativo. São seguros, arrojados e corajosos, além de apreciar a classe e asofisticação

:: Orientais: Normalmente esses perfumes são compostos por especiarias, incenso e notas de baunilha

:: Os homens que apreciam as fragrâncias orientais são sedutores e misteriosos. Unem o carisma da comunicação e o gosto pelo exótico. São observadores, curiosos e cultos

:: Florais: Geralmente combinam notas de rosa, muget e lírio

:: Os usuários de fragrâncias florais são clássicos, românticos, vaidosos e detalhistas. Conhecem seu poder de sedução, mas costumam ser discretos em público e ousados somente na intimidade

:: Fragrâncias Puras: Levam bergamota, alecrim, hortelã e limão

:: Dinâmico e ativos. Assim são os homens que gostam das fragrâncias puras. Cheios de energia e versatilidade, adoram esportes e atividades ao ar livre. São também práticos e atenciosos

Fonte: Haydée Tajara, empresária do ramo de perfumes em Rio Preto

Questionário realizado com ala masculina ajuda a apontar perfil:


Eles são conservadores na escolha do perfume
:: Muito mais conservadores e tradicionais quanto ao gosto olfativo do que as mulheres. Em geral, os homens preferem notas amadeiradas frescas e especiadas, mas aos poucos isso está mudando. Um exemplo disso é o sucesso que está fazendo perfumes que têm o caminho olfativo oriental amadeirado

Optam sempre pela mesma fragrância
:: Eles são mais fiéis a manter a mesma fragrância do que as mulheres e menos abertos às experimentações

As fragrância preferidas
:: Amadeiradas, cítricas ou herbal

Combinação de fragrâncias faz sucesso
:: Brasileiros gostam mais de notas amadeiradas frescas (cítricos, aromáticos) e de especiarias, normalmente são acordes que contrastam notas amadeiradas com uma saída fresca que transmitem sensação de frescor e limpeza, e notas amadeiradas que transmitem vigor e sensualidade

Como o aroma dura mais na pele deles
:: É um engano achar que a transpiração diminui a performance do perfume na pele, pelo contrário, a umidade ajuda a liberar a fragrância, aumentando sua durabilidade

Ritual para usar o perfume
:: Os homens sempre usam perfumes após o banho. Em geral, passam o perfume na nuca, no pescoço e no peito. Para eles, o perfume é um elemento de conquista, portanto, é essencial perfumar os pontos os quais a mulher sente quando ele a abraça

Personalidade interfere na escolha do perfume
:: A escolha do perfume não está ligada à personalidade da pessoa, mas sim ao que o cheiro remete a ela, ou seja, sensação de bem-estar, elemento de conquista, jovialidade, status, liberdade e assim por diante. Deve ser uma compra “consciente”, é necessário experimentar na pele, “ficar” com o produto. O momento em que o produto será usado também influi na escolha

Faixa etária e uso de perfumes
:: Homens acima de 25 anos são os que mais usam perfume, idade em geral que já estão trabalhando e podem comprar seus cosméticos

Opções para público masculino
:: As empresas já produzem linhas específicas para o homem, com linha completa de cuidados especiais paraeles com fragrâncias amadeiradas, fortes, enfim com sitonias distintas para cada gosto

Mercado de perfumaria masculina registra aumento nos últimos anos
:: De 2006 para 2007 houve um aumento de 22% no mercado de perfumaria masculina

Fragrância mais indicada para as regiões mais quentes do País
:: Para essas cidades, são indicadas fragrâncias que tenham muito frescor na saída, seguida de notas amadeiradas encorpadas

Fonte: Verônica Kato, é perfumista e liderou a pesquisa recém-concluída por empresa brasileira de cosméticos, há mais de 40 anos no mercado
   

terça-feira, 21 de outubro de 2008

MAMÃE NAMORA

Fonte: participação de Alexandre Caprio em matéria publicada pelo Jornal Diário da Região (São José do Rio Preto/SP), jornalista Cecília Dionizio, em 21/10/2008
http://www.diarioweb.com.br/noticias/corpo_noticia.asp?IdCategoria=4&IdNoticia=114415



Ciúme
Mamãe namora
São José do Rio Preto, 21 de outubro de 2008 
  Orlandeli/Editoria de Arte  

Cecília Dionizio


Sentimento de confusão é o que, em geral, afeta mães e filhos diante da possibilidade de um novo namorado para a mulher que até então esteve apenas no papel de mãe. Se existem normas para contar ao filho/a que a mamãe arrumou um namorado, ninguém sabe dizer, contudo para o psicanalista Miguel Ângelo Yalente Perosa, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), a regra de ouro, nesses casos, é aceitar que o filho tenha ciúme. “O ciúme é normal. Mas é preciso dizer que o coração é uma casa grande onde cabem muitas pessoas queridas. E que o lugar de filho está garantido para sempre, que ninguém irá substituí-lo no afeto e na convivência com a mãe”, diz.

Na prática, contudo, a situação tende a ser um pouco mais dramática, conta a assistente social S.B., 38 anos, que após dois anos separada de seu ex-marido, vivendo só com as filhas Ana Carolina, de 10 anos e Vânia Mara de 13 anos, decidiu que já era hora de seu namorado vir morar com ela. “Mesmo com todo o preparo de campo e com a ajuda de profissionais especializados elas se rebelaram e não me olhavam na cara por dias. Só quando deixei bem claro que apesar de amá-las muito, não ia abrir mão de ser feliz, foi que passaram a tolerar mais a presença dele em nossa casa. Mas no começo não tinham pudores em ser mal educadas e fazer tudo quanto é birra”, diz. Segundo o psicanalista Miguel Perosa, o fato é que antes da mãe aparecer com um namorado, os filhos já fizeram de tudo para reunir pai e mãe, novamente, e se ela já deixou claro que a reconciliação não era possível, então é lidar com as cenas de ciúme, aceitando a sua ocorrência a cada episódio. “Importante ter um tempo de convivência com o filho, exclusivo dele e dentro do seu mundo de faz-de-conta.

Brincar, estudar junto, assistir aos filmes infantis com ele/a, entre outros. Enfim, cuidar da relação com o filho, mostrando que ela é única”, afirma. Se a mãe sentir culpa por estar feliz com outra pessoa, que não o pai da criança, isto pode fazê-la fraquejar diante do primeiro obstáculo ou pressão dos filhos. Daí, saber o que o pediatra e psicanalista seguidor de Melanie Klein, Donald Winnicot afirma em suas obras: “os seres humanos têm disposição inata para relacionamentos e comunicação: somos sensíveis às expressões faciais, reagimos a elas”, tudo ficará mais fácil. Até porque, para especialistas em comportamento, hoje é imprescindível dar início a um novo relacionamento, sem que isto seja motivo para guerras e conflitos indissolúveis entre filhos, mãe e/ou a família. Quando se aborda a questão do ponto vista da mulher, não quer dizer que apenas as mulheres passem por este tipo de dificuldade, a de encarar o drama de apresentar uma outra pessoa ao filho/a.

Contudo, se é mais fácil ou difícil vai depender muito da maturidade desse casal, de acordo com o psicólogo cognitivo comportamental Alexandre Caprio, de Rio Preto, que concorda num ponto: “filhos não devem ser enganados. No momento do rompimento, os ânimos normalmente podem estar exaltados. Mas o filho é um ponto em comum entre os dois e eles podem – e devem - agir em conjunto pelo bem da criança”, diz. Além disso, Caprio afirma que tudo fica melhor quando se sabe exatamente o que se passa. “Se a separação for omitida ou mentida, podem haver efeitos mais complicados ainda, como a perda da confiança nos pais. Ambos devem conversar com os filhos, explicando a eles que a intenção é melhorar a qualidade de vida de todos e que, dessa forma, poderá haver um fortalecimento na relação ao invés da aparente ruptura que eles podem perceber no momento”, finaliza.

Unir autoridade e respeito
Entre as cerca de 130 mil mulheres brasileiras separadas, só em 2006, não faltam mães que se vêem ‘pisando em ovos’, sem saber qual é a melhor hora e tempo para inserir uma nova pessoa em sua vida. Segundo o psicólogo riopretense Alexandre de Caprio, de fato não existe um tempo considerado igual para todas as pessoas. “Os motivos que levaram ao rompimento variam e a situação emocional da mulher também. É difícil manter racionalidade em situações assim, mas acredito que a dica principal seja escolher alguém por afinidade e não por alguma dependência momentânea ou permanente”, diz. Por outro lado, o psicólogo alerta que de nada adianta fazer proibições à criança, do tipo: ‘este é meu namorado e você não pode se queixar’, sem explicar os motivos é ser autoritário.

Fazer a criança entender o porque de determinadas regras e explicar que aquilo é para o bem de todos é ter autoridade. “A criança respeita quem tem autoridade e admira pai e mãe que sejam assim”, diz. Caprio diz que a criança é um espelho. “Ela tratará a mãe da mesma forma como é tratada. As crianças entenderão seus limites, desde que se expliquem as razões deles existirem sem impor de forma drástica e dizer as célebres palavras “você é pequeno demais para entender isso”. Frases como essas, assim como outras, criam abismos entre pais e filhos. “Tudo pode ser explicado, se usadas a abordagem e as palavras corretas. Respeitar a criança é educa-la para respeitar a todos, a começar por você”, diz.
   

sábado, 4 de outubro de 2008

MENTIR PRA QUÊ?

Fonte: participação de Alexandre Caprio em matéria publicada pelo Jornal Diário da Região (São José do Rio Preto/SP), jornalista Cecília Dionizio, em 04/10/2008
http://www.diarioweb.com.br/cinema/corpo_noticia.asp?idGrupo=7&idCategoria=39&idNoticia=113736 


Inter-relações
Mentir pra quê?

  Lézio Júnior/Editoria de Arte  
Cecília Dionizio


Existem muitos motivos para uma pessoa mentir para a outra. Mas não há nada que possa justificar tal ato, em especial quando houve o estabelecimento de um compromisso de lealdade entre os envolvidos. No entanto, o que não falta na sociedade, hoje, são mentirosos contumazes, que não respeitam sentimento ou relação, visando apenas o próprio interesse. De acordo com o psicólogo cognitivo-comportamental Alexandre de Caprio, de Rio Preto, é preciso observar que cada pessoa tem um grau de desenvolvimento e entender a gravidade da mentira implica também observar fatores como educação, inter-relações familiares e sociais, e formação de identidade. “A primeira coisa a ser feita é questionar o motivo de tal mentira ter sido considerada uma saída a ser usada pelo mentiroso”, diz.

Caprio lembra que diante da mentira, há o mentiroso e o enganado. “Até que ponto a pessoa enganada (alvo direto da mentira) despertou a necessidade em seu parceiro de criá-la? Se não existe um ambiente de cumplicidade e de honestidade a ponto de mentiras serem usadas para forjar um equilíbrio, então esse equilíbrio já não existe há muito tempo”, afirma. Todavia, há pessoas que se utilizam da mentira por não alcançar seu objetivo com a verdade. Nesses casos, talvez seja o caso de se analisar o que está errado na relação que está levando a este comportamento. “A mentira é uma forma de contornar o problema sem olhar diretamente para ele ou enfrentá-lo. Evidente, que quando existe uma pessoa que mente de maneira compulsiva, o ideal é buscar ou indicar uma ajuda profissional, sob pena deste comportamento trazer transtornos para a vida das pessoas. “Muita gente pode ser prejudicada. Uma pessoa sem fé nos amigos e membros de sua comunidade pode tornar-se amarga a ponto de desencadear uma série de inter-relações negativas”, diz o psicólogo.

O homem é um ser dualista, ou seja; não sobrevive sozinho ao nascimento. Sempre depende de outra pessoa para ampará-lo, guiá-lo ou complementá-lo. Portanto, se alguém é vítima de uma mentira, pode sofrer uma série de danos emocionais. Segundo o psicólogo a perda da confiança cria um sentimento de desamparo que pode desestruturar a vida de um indivíduo, e, por conseguinte, das pessoas que estão em contato com ele. É bem verdade que o excesso de franqueza também tem seu lado negativo. Daí porque Alexandre orienta o equilíbrio como melhor forma de conduzir um relacionamento. Não adianta nada contar ao outro de forma abrupta que deixou de amá-lo. “Tudo na vida é uma questão de dosagem. Há dezenas de formas de se dizer a mesma coisa. Muitas vezes, a verdade escancarada e sem efeitos práticos é tão ruim ou até mais do que uma mentira. Temos de saber dizer a verdade com educação e como seres sociáveis que somos, sem usá-la para ferir e atacar as pessoas”, diz.

Por outro lado, numa relação a dois, quando uma das pessoas é submetida a uma mentira se estabelece uma situação angustiante que pode desencadear uma série de problemas, afirmam os neurocientistas que há algum tempo vêem estudando as emoções humanas, e não raro, isto termina em depressão, paralisia e outras reações que danificam a vida de quem é pego de surpresa, e que por algum motivo tem dificuldade de demonstrar a raiva. Isto porque, de acordo com o psicólogo Paul Harris, o ser humano é composto de emoções complexas e muitas vezes leva em conta a avaliação do outro, e por este motivo não consegue se expressar. A tolerância e a educação ajudam a resolver boa parte dos conflitos existentes numa relação e isto não implica mentir um para o outro. “Sempre existem algumas características que não gostamos no parceiro, sejam elas pequenas, médias ou grandes e por isto ao estabelecer um vínculo de amizade e companheirismo se pode falar sobre isso com maturidade”, acredita o psicólogo rio-pretense Alexandre Caprio.

Em hipótese alguma é recomendado o acúmulo de mágoas, pois quando surge a primeira situação de estresse é comum a parte estressada jogar na cara do outro as falhas que eventualmente o parceiro comete. E isto não fará com que ele mude, pelo contrário, pode soar como ataque e não como verdade. “Descarregar um caminhão de críticas durante uma briga e listar um monte de defeitos ou falhas cometidas pelo outro no dia tal, na festa tal ou na ocasião tal é uma coisa extremamente perigosa. Nesse caso, o “dono da verdade” pode dar a impressão de ser um “mentiroso a longo prazo”, que vai coletando fatos para apresentá-los quando for conveniente a ele, ao invés de ter um relacionamento franco e tentar resolver as diferenças à medida que elas acontecem”, alerta Alexandre. Muito embora não seja tarefa fácil, uma mentira pode ser revertida quando há uma verdadeira disposição por parte de quem mentiu em reparar o dano causado. “Isto quando a pessoa percebe que a mentira não gerou resultados tão bons e que a verdade, bem colocada e bem dita pode surtir um efeito muito melhor”, afirma.

Serviço:
- Alexandre Paulo Caprio, psicólogo cognitivo-comportamental
Fone: 3304-4140
- Paulo Harris é autor do livro Criança e Emoção

SAIBA MAIS:

:: O correto é encontrar a causa para o outro ter mentido. Procurá-la apenas no mentiroso é ignorar o fator que a desencadeou. É como olhar para o buraco que um tatu cavou e considerar que ele só pode estar ali dentro e não em qualquer outro lugar

:: Desde que exista uma conversa franca entre os dois, para esclarecer os motivos sem retaliações, sem interrupções ou qualquer espécie de negação que interrompa o entendimento da verdade por trás da mentira. O problema de grande parte das mentiras entre casais, é que elas surgem com a falta ou a interrupção de comunicação, como por exemplo “não admito que você fale sobre isso!” ou ainda “não quero comentar tal assunto”

:: Omitir transforma-se em mentir, para não provocar brigas ou “estouros” do parceiro dentro de casa. A mentira pode surgir para evitar um clima ruim, pesado e fatídico. Mas se esse é o fator desencadeante, então o causador pode não ser o mentiroso e sim o enganado que se coloca em uma atitude de intolerância tornando a mentira uma necessidade apaziguadora

Fonte - Alexandre Caprio, psicólogo cognitivo-comportamental

sábado, 17 de maio de 2008

CONFIE NA VIDA

Fonte: participação de Alexandre Caprio em matéria publicada pelo Jornal Diário da Região (São José do Rio Preto/SP), jornalista Rita Fernandjes, em 17/05/2008
http://www.diarioweb.com.br/eventos/corpo_noticia.asp?idGrupo=7&idCategoria=42&idNoticia=108222


Comportamento
Confie na vida

  Orlandeli/Editoria de Arte  
Rita Fernandjes


Confiança e limite. Essas palavras andam sempre juntas - uma para nos empurrar aos desafios da vida e outra para nos fazer frear quando necessário. De acordo com a psicóloga Anita Lofrano, professora da Unip e presidente do Instituto Riopretense de Psicodrama, as pessoas devem perceber que são “donas do momento”, ou seja, cabe a cada um fazer a melhor escolha agora. O problema é que muitos sentem medo do desconhecido e, por isso, ficam paralisados. “Como diziam antigamente, se a gente não dominar a vida, seremos levados por ela”, diz. O medo pode ser por experiências do passado ou de terceiros, como destaca o psicólogo cognitivo-comportamental Alexandre Caprio. “Aprendemos pelas vivências das outras pessoas porque somos o único ser pensante, então transferimos experiências ruins de terceiros para a nossa vida”, diz. Segundo Caprio, o ser humano usa a comparação como justificativa para não ter de enfrentar a situação.

A professora da Unip explica a importância da pessoa rever o passado para tirar a melhor lição possível de experiências negativas anteriores. “É preciso fazer uma resignificação do passado, ou seja, resolver aquela situação porque a nossa vida é como um filme, só que a fita não volta. Ela só anda para a frente”, afirma Anita. A presidente do Instituto Riopretense de Psicodrama explica que somente depois de rever e resolver as mágoas do passado é possível obter novamente a confiança. A fé - seja religiosa, na vida, em projetos ou em um determinado sonho - é um instrumento fundamental para obter a confiança. “Somente com confiança e reconhecendo os limites é que podemos nos atirar de braços abertos para vida”, diz Anita. Segundo Caprio é a falta de confiança que impede as pessoas de crescerem, ou seja, de trocar de emprego, de cidade, de relacionamento e até de estilo de vida. “Primeiro precisamos organizar todas as informações, de forma que não seja tendenciosa para o resultado negativo. Com as informações certas, a confiança é uma conseqüência natural”, explica o psicólogo cognitivo-comportamental.

Vitimização
De acordo com Anita, algumas pessoas têm mais dificuldade em se “atirar” para a vida. “Geralmente são pessoa com síndrome de vitimização. Isso é um tipo de neurose”, afirma. Anita explica que a pessoa se sente um eterno sofredor - seja para chamar a atenção de entes queridos, seja para não ser responsabilizado pelos seus atos. “A pessoa passa a ter o controle da situação. Geralmente são pessoas imaturas. Por mais que os outros tentem, essa pessoa sempre vai achar que com ela não dará certo”, afirma. Neste casos, a confiança tem de partir de terceiros. “Não podemos entrar no jogo dessas pessoas. Não podemos deixar que elas dominem a situação, mesmo que para isso sejamos duros. Somente assim podemos ajudar quem sofre de vitimização”, orienta a psicóloga.

Bom humor
Outra dica de Anita para adquirir confiança é ter a mente positiva. “Não no sentido banal, mas pensarmos que, apesar das limitações, aquela ação tem tudo para dar certo”, diz. A mente sadia também depende do bom humor. “Hoje, somos engolidos pelo estresse e deixamos de lado palavrinhas mágicas, como ‘muito obrigada’, ‘por favor’, ‘bom-dia’ e ‘boa-tarde’. São pequenos gestos que ajudam a transformar nosso dia-a-dia”, afirma. “Não custa cumprimentar a pessoa no elevador e dizer ‘muito obrigado’ para nossos pais, filhos e marido. Isso nos faz sentir melhores”, diz Anita.